Marca d'água em textos gerados por IA
Introdução A Anthropic anunciou recentemente a inclusão de uma marca d'água nos textos gerados pelos modelos Claude. O objetivo é distinguir conteúdos gerados por humanos daqueles criados por IA generativas. Funcionamento O prompt enviado é convertido em tokens que são usados para calcular a probabilidade do próximo token , se repetindo até uma resposta que faça sentido seja retornada para o usuário. Esse é o processo padrão utilizado pela maioria dos modelos de IA Generativa. Agora a Anthropic adotou uma abordagem determinística para selecionar o próximo token a partir da lista de prováveis candidatos, que continua sendo gerada aleatoriamente. Esta nova abordagem usa uma chave privada e parte do contexto já gerado para selecionar o próximo token, sucessivamente até a geração total do texto que o usuário recebe como resposta ao prompt inserido. De acordo com a Anthropic, a adição desse identificador não consumirá tokens adicionais nem tornará o modelos mais lento para responder. De forma resumida, o diagrama a seguir mostra o funcionamento dessa abordagem. O que motivou esta ação Em 2024 a União Europeia aprovou Lei de Inteligência Artificial , primeira lei criada para regulamentar a inteligência artificial, prevista para entrar em vigor a partir de 02/08/2026. O Artigo 50 n.º 2 determina que: "..., incluindo sistemas de IA de finalidade geral, que geram conteúdos sintéticos de áudio, imagem, vídeo ou texto, devem assegurar que os resultados do sistema de IA sejam marcados num formato legível por máquina e detectáveis como tendo sido artificialmente gerados ou manipulados." . 1 Algumas das Big Techs assinaram o pacto de adesão e estão implementando a parte técnica de acordo com cronogramas próprios. Entretanto uma rápida pesquisa mostra que a aplicação prática por parte das empresas proprietárias de modelos LLM ainda é pequena. Entre os motivos citados estão: pode tornar os textos rastreáveis; perda estimada de até 30% dos clientes da plataforma fragilidade técnica