Dockerfile na prática - camadas, cache de build e boas práticas
1. Retomando: do Dockerfile mínimo a um Dockerfile de verdade Na segunda parte desta série, um Dockerfile de poucas linhas já foi suficiente para empacotar uma aplicação Python. Isso funciona, mas um Dockerfile escrito sem pensar em camadas e cache de build gera imagens maiores do que precisam ser e builds que demoram muito mais do que deveriam a cada mudança pequena no código. Este artigo aprofunda como o Docker constrói uma imagem por dentro, e como escrever um Dockerfile que tira proveito disso. 2. Como funcionam as camadas (layers) Cada instrução de um Dockerfile ( FROM , RUN , COPY , ADD ) que modifica o sistema de arquivos gera uma camada — um diff read-only armazenado separadamente e empilhado sobre as anteriores. A imagem final é simplesmente a soma de todas essas camadas, e o container em execução adiciona uma camada gravável no topo (union filesystem). Container (camada gravável) ────────────────────────── Camada 4: COPY . . Camada 3: RUN pip install -r requirements.txt Camada 2: COPY requirements.txt . Camada 1: FROM python:3.12-slim Duas consequências práticas importantes: Camadas são reaproveitadas entre imagens. Se duas imagens diferentes compartilham as mesmas primeiras instruções (por exemplo, a mesma FROM e o mesmo RUN apt-get install ), o Docker armazena essa camada uma única vez em disco, mesmo que várias imagens a usem. Camadas são cacheadas entre builds. Ao rodar docker build de novo, o Docker verifica cada instrução, na ordem: se a instrução e seus arquivos de entrada não mudaram desde o último build, ele reaproveita a camada já construída em vez de refazer o trabalho. Isso é a base de todo o próximo tópico. 3. Cache de build: ordenar o Dockerfile por frequência de mudança O cache de build é invalidado a partir do primeiro ponto de mudança : se a instrução N mudou (ou um arquivo que ela copia mudou), toda camada a partir de N é reconstruída — mesmo que as instruções seguintes sejam idênticas ao build anterior. Isso significa que a ordem das ins