Métricas de qualidade de software na era da IA
Não é novidade para ninguém que estamos passando por uma transformação na área de desenvolvimento de software, em que a IA está assumindo diversas atividades. E isso me faz pensar: o que vamos medir, ou o que teremos como parâmetro para qualidade de software daqui pra frente? É sobre isso que vou falar neste texto. Antes das métricas: entenda o momento do seu time Antes de entrarmos nas métricas em si, precisamos entender o momento em que o nosso time está. É muito fácil eu simplesmente jogar métricas aqui e você aplicá-las ao seu time de maneira automática — mas será que elas fazem sentido para o seu contexto? Uma coisa que eu falo bastante aos meus alunos da mentoria que dou na He4rt Developers é: pra que eu quero isso? Softwares representam necessidades do mundo real, logo, medir o sucesso e a qualidade deles vai depender muito das necessidades que eles buscam suprir. Partindo agora para as métricas, eu gosto de dividi-las em dois grupos: Métricas para stakeholders Métricas para o time Qualidade de software não se resume a número de bugs — ela se aplica tanto em como o software é recebido pelo cliente final, quanto em como ele é desenvolvido. Métricas para stakeholders Uma coisa que eu aprendi neste tempo na empresa em que tenho atuado, principalmente com a transformação digital, é que mostrar número de bugs abertos ou resolvidos não mostra para o público o que realmente importa: como está a qualidade do produto. E, para me ajudar nisso, eu sempre tento me colocar no lugar de um cliente que não tem conhecimento profundo sobre o ciclo de desenvolvimento de software. A primeira coisa que eu gostaria de ver quando um QA, ou o time, vier me mostrar os resultados de uma sprint ou de um quarter é: quantos problemas eu tenho em produção — mas não só isso, quanto tempo tenho levado para resolvê-los. Mean Time to Resolve/Repair (MTTR) Essa é a famosa métrica que vai mostrar o tempo que leva desde que o problema é identificado até ele ser resolvido em produção. Dependendo